| As vantagens da espuma fenólica |
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| Editado por Guilherme | |
| 12-Aug-2009 | |
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As vantagens da espuma fenólica
A maioria das plantas tem o solo como o meio natural para o desenvolvimento das suas raízes, encontrando nele o seu suporte e sua fonte de água e minerais necessários para a sua alimentação e crescimento. Na Hidroponia, este meio natural é substituído por um substrato, natural ou artificial, sólido ou líquido, que possa proporcionar à planta aquilo que o solo oferece para ela de uma forma natural.
As vantagens da espuma fenólica
A maioria das plantas tem o solo como o meio natural para o desenvolvimento das suas raízes, encontrando nele o seu suporte e sua fonte de água e minerais necessários para a sua alimentação e crescimento. Na Hidroponia, este meio natural é substituído por um substrato, natural ou artificial, sólido ou líquido, que possa proporcionar à planta aquilo que o solo oferece para ela de uma forma natural. Utilizam-se substratos orgânicos, inorgânicos ou, exclusivamente, em água/solução nutritiva, sendo os dois primeiros os mais utilizados, segundo o Instituto Brasileiro de Informação Ciência e Tecnologia (IBICT). A espuma fenólica é um substrato orgânico, bem como a serragem, a casca de arroz queimada, musgo, fibra de coco, produtos de espuma, produtos de madeira prensada e, ainda, algum tipo de gel. Já entre os tipos inorgânicos de substratos para desenvolvimento das raízes encontramos a lã de rocha, a areia, a perlita, a escória, a pumecita, a argila expandida e a vermiculita. Já lançada há alguns anos, a espuma fenólica tem se mostrado um interessante e prático substituto à maioria dos substratos disponíveis e utilizados. Ela é usada para a germinação da semente em material inerte, ou seja, que não interfere na nutrição. A espuma provê boa sustentação para a muda, além de ter alta capacidade de retenção de umidade (higroscópica), excelente aeração - o que evita problemas degenerativos no sistema radicular -, e baixa possibilidade de desintegração no manuseio. Outras características importantes da espuma são a esterilidade do material, que a deixa livre da contaminação de fungos e bactérias, comuns na grande maioria dos substratos; a versatilidade, pois permite diferentes manejos de água e nutrientes; a higiene, por não deixar resíduos; e a economia, pois produz mais mudas em menos espaço e tem um custo baixo. Mas a grande vantagem mesmo é a praticidade do uso, pois é fácil de manusear e transportar.
Uma das empresas pioneiras na fabricação destas espumas no Brasil é a Floral Atlanta , líder no segmento em que atua. Preocupada com a criação de mudas de qualidade, a empresa desenvolveu o “Green-Up ”, um substrato para plantas feito à base de resina fenólica com germinação de alta qualidade, vigor e sanidade, através de semeadura, estaquia e produção hidropônica. Os diversos tamanhos das células Green-up proporcionam ótimas condições para a germinação de sementes e enraizamento de estacas, dando a opção para o cliente na escolha do tamanho da célula para as diversas finalidades.
Para facilitar mais ainda o trabalho do produtor, desenvolveram-se ferramentas como a Bandeja de fixação, o Furador e a Semeadeira, todos para serem usados em Espumas Fenólicas.
PROCEDIMENTOS PARA USO
A escolha da dimensão do Green-Up a ser utilizado é dependente da espécie a ser cultivada. Independentemente da dimensão utilizada, a correção do pH deve ser realizado devido aos materiais acidificantes que entram em sua fabricação, deixando-o com pH de 3,5, o que na maioria das culturas não permitiria um enraizamento perfeito. Para isso, os seguintes manejos devem ser:
- Para placas de espessura mais fina como as de 2,0 cm, pode-se fazer a correção do pH com uma simples lavagem. Dessa maneira devem-se dispor as placas em posição horizontal e apoiada em superfície vazada e enxaguar abundantemente, permitindo que a água atravesse-a e deixe escoar livremente.
![]() Enxágüe da placa sobre uma superfície vazada.
Uma maneira prática de se fazer a lavagem é utilizando a bandeja de suporte para a espuma, pois esta, alem de fixar a placa de espuma, apresenta canais por onde a água escorre, evitando sujeiras desnecessárias, como pode ser visualizado na figura a seguir:
![]() Bandeja para cultivo.
- Para placas de espessura mais grossa, a lavagem torna-se mais difícil e demorada e por isso recomenda-se utilizar algum elevador de pH com características corretivas que irá promover a correção da acidez do Green-Up elevando seu pH. Utiliza-lo de maneira a preparar uma solução com pH 10 e embeber por alguns minutos as placas ou células nesta solução. Após este procedimento, checar o pH da água retirada da espuma que deverá estar por volta de 6,5.
Exemplos de elevadores de pH:
-Calcário; -Cal virgem agrícola; -Cal hidratada agrícola ou cal extinta; -Carbonatos de Sódio (elevadores de pH de piscina).
![]() Banho da placa de Green-up em solução para ajuste de pH.
OBS: Ao colocar a placa de espuma para imergir na solução, deixe que a placa ou as células afundem sozinhas, para que não forme um bolsão de ar no meio da placa. Outra maneira de saturar a espuma com a solução alcalina é fazendo uma rega da solução, até que a placa ou as células fiquem bem molhadas.
APÓS ESTE PROCEDIMENTO, CHECAR O PH QUE DEVE ESTAR ENTRE 5,5 E 6,5 OU PRÓXIMO A ESTES VALORES!
O Green-Up deve ser aguado abundantemente para assegurar a saturação. O meio de propagação Green-Up assegura aproximadamente 40 vezes mais água do que seu peso inicial. Uma vez colocado na bancada e devidamente saturado o Green-Up esta pronto para receber as sementes/estacas. É recomendado fazer a semeadura ou estaquia logo após a correção do pH e saturação. Apesar do material ser totalmente estéril quando removido da caixa, ele pode ser contaminado por manipulação imprópria, más condições de cultura ou outras condições adversas.
Obtenção de Sementes e Semeadura:
Um aspecto fundamental para reduzir o tempo para formação das mudas é a escolha da semente. Além de verificar a qualidade fisiológica, sanitária e genética, deve-se escolher, quando possível, sementes peletizadas. Sementes peletizadas são misturadas a um pó inerte e aglutinante que lhes confere uma formação uniforme, facilitando a semeadura e dispensando o desbaste. Esse procedimento aumenta em cerca de 1000% o tamanho da semente, sendo a quantidade de sementes em 1 Kg reduzida em cerca de 250.000 para 27.500 unidades.
As sementes peletizadas recebem tratamento denominado “priming”, que reduz o problema da maioria dos cultivares como a fotodôrmencia (luz para poder germinar) e a termodormência (não germina em temperatura acima de 23oC). Vale ressaltar, que embora esse tratamento seja muito eficiente para acelerar o processo de germinação, reduz a longevidade das sementes. Portanto, após a abertura de uma lata de sementes, mesmo com o armazenamento adequado, deve-se consumi-la rapidamente (Furlani, 1999).
Imediatamente após a correção do pH e saturação do meio, deve-se proceder a semeadura.
Para a semeadura de hortaliças, a placa pode ser furada de uma só vez com um marcador da Semeart ou uma célula de cada vez. Os furos devem ser feitos dependendo do tamanho da semente, de maneira que ela fique bem acomodada. É recomendável que o furo seja cônico, para que a espuma não seja compactada ao realizar a furação. Para hortaliças recomenda-se furos cônicos de até 1 cm de profundidade, já que as células utilizadas tem 2cm de altura.
A seguir, um vídeo mostrando o processo de furação através do marcador de espuma:
Para semeadura de flores as células de espuma devem ser separadas em bandejas, para que não haja um enraizamento conjunto.
As placas ou células de Green-Up com as sementes devem ser colocadas em um ambiente favorável ao crescimento da plantação. Isto vai depender de acordo com a temperatura do dia e da noite e se as sementes requerem germinação no escuro ou claro. A umidade relativa do meio deve ser mantida o mais próxima de 100%. Isto é facilmente conseguido cobrindo as placas com plástico e em alguns casos, jornal. Independentemente do método utilizado para alcançar alta umidade, logo que as sementes germinarem as placas devem ser colocadas às condições do ambiente de crescimento. Esta exposição reduzirá as chances de doenças aparecerem e impedirá o estiolamento das plantas.
O uso de fungicidas como controle de doenças não é recomendado, pois ira inibir o desenvolvimento das raízes. Caso o problema com doenças apareça, o patogeno causador deve ser identificado. Uma vez identificado, o fungicida apropriado deve ser utilizado, mas apenas na metade da dosagem recomendada na bula e aplicado apenas como um leve nebulizador foliar. Não encharque o meio com esta solução ou isto inibira o desenvolvimento do sistema radicular.
Uma irrigação apropriada para manter a umidade do meio é necessária durante o período de germinação para assegurar o máximo sucesso. O Green-Up não contem nenhum fertilizante, portanto aplicações leves de uma solução completa de nutrientes deve ser feita assim que as primeiras folhas do cotilédone tiverem se desenvolvido.
Obtenção de Estacas e Estaquia:
As recomendações gerais para a propagação por estaquia, seriam: tirar mudas apenas de plantas estoque bem crescidas e saudáveis. Se a plantação esta em condições túrgidas, as mudas devem ser quebradas usando apenas os dedos. Se o uso de uma faca for necessário para remover as mudas do estoque de plantas, esta faca deve ser constantemente desinfetada para não haver contaminação destas mudas.
O tamanho e tipo de muda são específicos para cada cultura. O uso de hormônios para enraizamento é altamente recomendado. A resposta à aplicação do hormônio de enraizamento é um enraizamento mais uniforme o que faz com que a área de propagação seja utilizada com maior porcentagem de mudas enraizadas. Estes hormônios são preparados com varias forças de ingredientes ativos. Os materiais menos concentrados são utilizados para plantas do tipo herbáceo que se enraízam facilmente. Os produtos mais concentrados são utilizados para o enraizamento de plantas semi-lenhosas e para lenhosas que são normalmente mais difíceis de enraizarem.
Após o tratamento com o hormônio de enraizamento as mudas devem ser estaqueadas no Green-Up . A profundidade deve variar de acordo com as especificações de cada espécie. É importante para o enraizamento das mudas que a base da muda esteja em firme contato com o meio. Isto irá assegurar a capilaridade apropriada para o movimento da água para a muda
Após a estaquia, as mudas devem ser mantidas em túnel de enraizamento com umidade e temperatura elevadas ou em estufas climatizadas mantendo o mesmo ambiente, até o enraizamento. O túnel pode ser feito no chão ou em cima de bancadas dependendo da estrutura do cliente.
Em estruturas maiores, o sistema de nebulizador é iniciado para manter a umidade de 100% em volta das mudas. A freqüência do ciclo do nebulizador e o numero de horas que esta ligado é dependente da estação do ano, luz e temperatura da plantação. O nebulizador é usado para impedir que as mudas murchem, porém o mais cedo possível, a freqüência das nebulizações devem ser diminuídas para evitar o aparecimento de doenças foliares.
Com gerânio e poinsettias isto ocorre de 8 a 10 dias após a colocação das estacas. Neste ponto faça uma aplicação diária do fertilizante mais apropriado à cultura. O fertilizante deve ser aplicado ao fim do dia com temperaturas mais amenas. Este regime de fertilização deve ser continuado até que as mudas enraizadas são removidas da área de propagação para o plantio.
Com a manutenção do ambiente da área de propagação limpo e controlando a ventilação e umidade, a necessidade de fungicidas deve ser minimizada. Entretanto, no caso de doença foliar, é recomendado que fungicidas sejam aplicados na metade da quantidade recomendada pelo fabricante e aplicado nas folhas com um nebulizador. Isto se deve porque pode resultar em problemas com o enraizamento.
Lembrando-se que para estaquia não é necessário furar a espuma, é preciso, porém, que se realize a separação das células em bandejas para evitar o enraizamento conjunto. Por serem provenientes de produção industrial, todas as espumas e matérias primas passam por testes de qualidade e, assim, apresentam uma padronização dos produtos. Se utilizadas corretamente, as espumas não devem trazer problemas para a produção.
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| Atualizado em ( 18-Jan-2010 ) |
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