| IX Curso de Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido |
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| Editado por Priscila Rodrigues | |
| 30-Jun-2010 | |
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Venha participar conosco do IX Curso de Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido, a ser realizado entre 30 de Agosto a 03 de Setembro de 2010 em Campinas - SP. O curso é uma parceria entre a empresa Conplant e o IAC, e direcionado a todos aqueles ligados a produção em estufa, seja de hortaliças ou ornamentais. Agrônomos, técnicos e produtores interessados em aumentar ou atualizar seu conhecimento se beneficiarão muito desse curso que parte de bases científicas claras, para fundamentar questões práticas do dia a dia. Tel (19) 3249-2067 Skype: conplant
IX Curso de Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido - conhecimento necessário Eng. Agro Mauricio C. Mathias, MSc. Para aqueles que produzem em estufa, tanto em solo quanto em hidroponia, tem ficado cada vez mais claro que entender os processos envolvidos na produção é essencial. No manejo de cultivos intensivos, seja para melhorar a produtividade ou controlar custos, as ‘receitas de bolo’ se aplicam cada vez menos, e se faz necessário que o responsável técnico entenda o ‘como, por que e para que’ de cada decisão. Mas antes mesmo de se iniciar um cultivo – a escolha de sistemas de produção é uma decisão que influenciará continuamente o sucesso de um determinado cultivo. Saber que essa escolha depende acima de tudo das demandas de cada cultura, apenas enfatiza a necessidade de se entender aspectos como substratos, irrigação, nutrição e a interação entre eles para aumentar o potencial produtivo O Curso, teoria e prática Felizmente, com o crescimento tanto do mercado de ornamentais quanto da demanda por verduras hidropônicas, o setor tem se tecnificado, e buscado conhecimento que em parte já está nas instituições de ensino e pesquisa. Porém, no quadro atual com uma extensão rural já sobrecarregada, recai sobre o agricultor a necessidade de buscar esse conhecimento. Ainda mais em um mercado em que a pressão de vendas de produtos e tecnologias, sejam novos ou não, exige grande capacidade de distinguir o joio do trigo, e argumentos de venda da realidade prática. O IX Curso de Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido revê e aprofunda conhecimentos focados na área de nutrição, evapotranspiração, irrigação e interação entre a planta e o clima da estufa, sendo assim uma ferramenta útil para o técnico que quer se aprimorar; seja ele agrônomo ou produtor. O curso de cinco dias, sendo um dia de campo, é apresentado por consultores/pesquisadores da empresa de consultoria Conplant (Camilo Lazaro Medina, Ondino Cleante Bataglia e Pedro Roberto Furlani), do Instituto Agronômico de Campinas (Monica Ferreira de Abreu e Regina Célia de Matos Pires) e da Plantula Consultoria (Jose Augusto Taveira), abordando aspectos práticos de produção revendo a teoria dos diferentes temas relacionados com nutrição de cultivos em estufa, e apontando soluções tecnológicas disponíveis no mercado. Além da interação com os palestrantes, a troca de experiências entre os próprios participantes dos mais diversos estados, e cultivos, do Brasil tem sido um aspecto muito enriquecedor nas oito versões anteriores desse curso. Até agora ele vinha se realizando anualmente, mas devido à crescente demanda essa será a sua segunda versão em 2010, entre os dias 30 de Agosto e 3 de Setembro de 2010, no IAC, em Campinas, SP. Temas Entre vários dos pontos abordados, na parte de nutrição mineral de plantas é explicada como e por que um eventual excessivo de calcário (usado para corrigir acidez do solo) pode formar compostos que indisponibilizam o fósforo no solo; assim como o excesso de gesso agrícola (usado para neutralizar a salinização) pode carrear nutrientes como o potássio. Esses são apenas dois exemplos de boas práticas agrícolas comuns em estufa que se não forem feitas corretamente podem causar outros problemas. Assim, um produtor bem-intencionado, mas que aplique calcário ou gesso sem análise de solo ou conhecimento técnico, pode causar mais prejuízo a si mesmo. A compreensão dos processos fisiológicos envolvendo os nutrientes nas plantas revela que também a adubação foliar, outra prática cada vez mais disseminada em produção em estufa, traz muitos benefícios, mas essa tem de ser bem compreendida para não se tornar um desperdício. Uma boa opção de fonte de micronutrientes e de cálcio para tomate, a adubação foliar é eficiente na parte da planta em que houve boa cobertura, mas não nos novos pontos de crescimento, pois quase não há translocação para partes novas. Recentemente o uso de substratos no lugar do solo tem crescido muito, porém a escolha do tipo certo, e do melhor recipiente, envolve conhecimento de sua composição e de características como a sua curva de retenção de umidade. Esta por sua vez influencia a frequência e volume da irrigação, e com a fertirrigação, ela acaba afetando também a nutrição das plantas, em um bom exemplo de como todos os fatores de crescimento estão de alguma forma interligados, e influenciando o sucesso final do cultivo. Na parte de manejo de irrigações são vistas técnicas para se decidir ‘quando, quanto e como’ aplicar água às plantas, em solo ou substrato; assim como sensores que podem auxiliar nessa decisão. Lisímetros são aparelhos que medem a água consumida pela planta, e permitem assim o cálculo de reposição na irrigação, como uma alternativa ao uso de modelos ou estimativas via tanques de evaporação e evaporímetros. Já para a determinação do teor de umidade do solo ou substrato estão disponíveis no mercado opções de sensores que viabilizam a automação. E como toda tecnologia recém-implantada, entender os princípios que regem seu funcionamento é essencial. Também o manejo do clima dentro do cultivo protegido tem recebido grande atenção do mercado, com crescente oferta de telas coloridas que filtram e refletem luz. A importância da temperatura e da qualidade da luz é vista na parte de monitoramento do clima com exemplos do seu efeito em diferentes espécies. Parte do curso é dedicada aos conceitos e práticas sobre soluções nutritivas, com exemplos e cálculos de formulações, revendo as características das diferentes formas em que os nutrientes podem ser fornecidos, como a escolha do tipo de quelato de ferro adequado. A nutrição correta envolve entender a solução e o meio, como no caso de viveiristas que usam substrato a base de casca de Pinus, que por ter fortes cargas negativas, pode reter boa parte do cobre fornecido. No dia de campo são visitados produtores em estufas da região e firmas de substrato, aonde se tem a chance de ver aplicações dos temas discutidos no âmbito comercial. Em exemplo prático de cálculo de solução nutritiva, são revistos conceitos de condutividade, pH e opções de fertilizantes. Porém além de fornecer a nutrição certa, é necessário saber interpretar análises de plantas e substratos para poder monitorar o desenvolvimento do cultivo, prevenindo deficiências através de métodos de amostragem adequados como o DRIS. Nos conceitos e aplicações de fertirrigação são dados exemplos de adubação baseados em cálculos de necessidade da planta e também monitoramento da solução do solo. Enfim, em um mundo de crescente oferta de informações, é necessário cada vez mais conhecimento para se saber aproveitá-las melhor.
Maiores informações: Internet: conplant.com.br e www.infobibos.com/mncp Email: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email Tel (19) 3249-2067 Skype: conplant
------------------------------- Mauricio C. Mathias é Eng. Agro pela ESALQ-USP, Mestre pela Universidade de Wageningen (Holanda) e atua como consultor de horticultura em cultivo protegido – Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email
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| Atualizado em ( 30-Jun-2010 ) |
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